Ainda é válida a “Teoria dos 6 graus de separação”?

 

 

Texto: Gustavo Zobaran – autor do E-coossistema e parceiro do WebContexto

“A “Teoria dos Seis Graus de Separação” foi atribuída, pela primeira vez, a um escritor húngaro chamado Frgyes Karinthy.

Surgiu através de um texto publicado em 1929 e intitulado “Láncszemek” (“Chains”) onde o personagem ficcional faz diversas simulações para demonstrar que as pessoas, em qualquer parte do mundo, estão mais próximas do que nunca e interligadas por, no máximo, cinco links. Esta foi a primeira manifestação de que se tem notícia do conceito conhecido atualmente como “seis graus de separação”.

6 Graus de Separação

6 Graus de Separação

Quase três décadas depois, em 1967, um professor de Harvard, chamado Stanley Milgram, talvez o mais criativo profissional da psicologia experimental, passou a se interessar pela estrutura de nossa rede social.

Elaborou um estudo baseado na remessa de cartas com o objetivo de descobrir a “distância” entre duas pessoas nos Estados Unidos.

O resultado final deste estudo teve como número médio de pessoas intermediárias de 5,5.

Nota-se que ficou muito próxima da sugerida por Karinthy.

Este resultado foi arredondado para 6, surgindo assim os “seis graus de separação”.

Este resumo de como surgiu esta teoria foi apenas uma introdução para compararmos com as redes sociais digitais já tão conhecidas e presentes neste nosso “E-cossistema” e aproveitarmos para pensar sobre a validade desta teoria.

Recomendo a leitura de um livro chamado “LINKED (Conectado) – A Nova Ciência dos Networks”, do escritor Albert-László Barabási.

Barabási é um dos maiores especialistas na nova ciência de networks e nesta obra procura provar que networks sociais, corporações e organismos vivos têm mais em comum do que se imaginava.

Voltando…
Em 1929, e logo em 1967, estes números de links foram curiosamente parecidos. Sabemos que o cenário em 1967 é completamente diferente ao que convivemos em 2010.

Esta situação me fez pensar se este número ainda continua igual, aumentou ou diminuiu. Se diminuiu ou aumentou foi para quanto?
Na sua opinião o que você acha que aconteceu?

Sabemos que a população mundial do século passado é menor que a deste século, já que tínhamos menos gente, então poderemos dizer que era mais “fácil” e com o número menor de links para esta teoria dos seis graus de separação funcionar, concorda?!

Mas, por um outro lado, se temos uma população mundial maior, a tecnologia nos dias atuais é muito mais desenvolvida e quando falo nesta tecnologia estou englobando a world wide web (www), celulares, TVs digitais, etc…, logo estas tecnologias facilitam assim uma maior comunicação entre esses links, do que a encontrada em 1929, certo?!

As principais redes sociais existentes na internet já são capazes de identificar quem está na sua rede que também faz parte da rede do seu amigo, podemos “seguir” as pessoas, celebridades, corporações e também até mostram quantos amigos e quais são estes amigos que tenho em minha lista são necessários para chegar na pessoa que estou interessado em fazer contato.

Agora, será que você seria capaz de responder se ainda continuamos com os “Seis Graus de Separação”?!
Será que, para você ter chegado até este blog, precisou passar por seis links?!

Abraços!
Gustavo Zobaran
@gustavozobaran ”

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5 Responses to Ainda é válida a “Teoria dos 6 graus de separação”?

  1. Dennis disse:

    Acredito que o Seis graus ainda existem, talvez com uma pequena variação.

    Afinal, por mais que tenhamos muitas pessoas a mais do que antigamente, temos que ver que com a tecnologia e o fato de hoje em dia ser muito mais fácil para qualquer um sair do país, faz com que você tenha facilidade de se conectar com qualquer pessoa do mundo.

    O Orkut começou assim.

    • nanda disse:

      É verdade, Dennis.
      As redes sociais, aliadas à globalização e a facilidade das viagens nos tornam muito mais próximos uns dos outros. Os relacionamentos de qualidade, não são tantos assim, no entanto.
      Abraços!

  2. Gustavo, parabéns pelo texto! Sou fã do Milgram por também considerá-lo um dos mais criativos psicólogos que já tive o prazer de conhecer. Os seis graus de separação foram personificados por Kevin Bacon junto ao imaginário popular.

    Outra contribuição de Milgram foi a Técnica da Carta Perdida, para medir a popularidade de certos temas dentro de uma determinada região geográfica. Também foi ele um dos primeiros a estudar o impacto da televisão na violência (http://www.naopossoevitar.com.br/2010/04/a-tv-e-um-meio-sem-principios-nem-fim.html).

    Mas sua obra-prima, sem dúvida, é o experimento dos choques (http://www.naopossoevitar.com.br/2009/06/experimentos-em-psicologia-stanley-milgram-e-o-choque-de-autoridade.html).

    Espero que goste dos textos! Um abraço, Rodolfo.

  3. Gustavo Zobaran disse:

    Olá Rodolfo!
    Primeiramente agradeço ter postado seu comentário.
    Ótimo que tenha gostado.
    Excelentes referências as suas!

    Continue acessando o Web Contexto.

    Abraços
    Gustavo Zobaran

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