Por Leo Machado
Durante mais uma dança do Google ficamos sem saber para onde os holofotes estão direcionados, se é para atualização do algoritmo PageRank ou o comportamento do consumidor na internet.
Quem trabalha com otimização de site e está no meio deste entrevero sabe o que isso significa, já que o número de visitantes derivados de buscas orgânicas realizadas através dos sites de busca está cada dia menor.
Mesmo o site bem otimizado, bom PageRank e com dezenas de termos chaves relacionados à empresa/produto/serviço posicionados na primeira página do Google, a cada dia que passa o número de visitantes diminui.
Google atualiza seu algoritmo e apresenta o Pinguim
Depois de pesquisar muito sobre o assunto e falar com outros profissionais de otimização, descobrimos que existem alguns fatores que estão contribuindo para que isso aconteça: a dança do Google, mudança do algoritmo Panda para Pinguim e o comportamento do consumidor 3.0.
Desde 2003 o Google vem atualizando seus algoritmos para “melhorar” os resultados de buscas e punir os sites “bandidos” (sites que usavam técnicas apelativas na otimização para ter melhor classificação). A última atualização foi realizada no dia 24 de abril deste ano, deixando de usar o algoritmo Panda para usar o Pinguim e alterando drasticamente a classificação de milhares de sites.
Mesmo depois da atualização e diversos fóruns estarem mostrando as novas diretrizes, a nova formula ainda é um enigma, já que os resultados do Google parecem estar descontrolados.
O comportamento de um novo consumidor
Outro fator determinante para que o número de visitas tenha diminuído desta forma, é comportamento do consumidor 3.0. Apesar de que os primeiros passos feito na otimização de um site são definir o segmento, afunilar o público-alvo e fazer um estudo de palavras-chaves focadas neste público, está cada vez mais difícil compreender o comportamento deste novo consumidor.
Notamos que os internautas estão migrando cada vez mais para as redes sociais e já não fazem tantas buscas como antes. É frustrante levar meses posicionando dezenas de termos relevantes sobre produtos e serviços de um cliente nas primeiras páginas dos buscadores e ver que os internautas estão encontrando respostas em outros lugares e não procuram mais por aquilo.
Estamos no meio de uma grande revolução e mesmo com tanta informação disponível, ninguém sabe como termina. Se vai ter a cara de Steve Jobs com seus gadgets ou se vão ter tonalidades de azul como o Twitter e Facebook.


