Por Carolina Amorim
Outro dia li um artigo sobre fidelização de cientes, o autor questionava se isso seria possível num mercado tão competitivo como o que temos.
Então fiquei com esse assunto rondando a minha cabeça. Quando pensamos em fidelizar clientes logo temos em mente esses programas de pontuação, e eu fiquei com a dúvida se seria mesmo possível ou não.
E foi na fila da pipoca que me veio a resposta.
Eu gosto muito de pipoca e tenho o hábito de comprá-las em pipoqueiros nas ruas do centro do Rio, como não quero engordar muito, procuro os pipoqueiros que fazem pipocas de bacon separadas das pipocas de queijo, e obviamente evito as pipocas doces.
A partir dai comecei a testar os pipoqueiros do meu caminho para decidir de quem seria cliente, já eliminando os que fazem os sabores misturados conforme mencionei acima. Outros aspectos que considero são: sabor e frescor das pipocas, o preço, e o atendimento do pipoqueiro.
Nesta minha empreitada, encontrei pipoqueiro mal humorado, pipoca velha, pipoca cara, demora no atendimento e outras chatices. Até encontrar duas senhoras que trabalham juntas, enquanto uma faz a pipoca, a outra atende as pessoas usando embalagens de vários tamanhos e preços, além da pipoca para viagem. Posso dizer que elas não são lá muito simpáticas, mas fazem o necessário, tratam você bem, tem o preço justo e o mais importante a pipoca é
DELICIOSA e está sempre fresquinha.
Qual o resultado? Fila para comprar.
Isso inclui a minha pessoa! Não me importo nem um pouco em esperar alguns minutos para comprar minha pipoca, mantenho o meu caminho sempre o mesmo para passar por lá. Acredito que grande parte das pessoas que ficam na fila faz o mesmo.
Isso não é fidelização de clientes? Acredito que sim e da melhor forma que pode ser feita,
genuinamente, fazendo o que o cliente espera. Então posso dizer que eu acredito sim em
fidelizações de clientes, mesmo que o fornecedor não seja um grande conhecedor de técnicas
de vendas, marketing ou CRM.


