Por Gustavo Zobaran

Desde que comecei a trabalhar com e-business, lá se vão 12 anos, sempre estive ligado ao comércio eletrônico e desde então venho acompanhando seu progresso, as ações, estratégias e todo este movimento.De um tempo pra cá que comecei a me envolver mais com o marketing digital imobiliário e me deparei com certas situações que não condizem muito com a realidade do e-commerce.

Confesso que não acho nada legal quando leio que venderam um empreendimento pelo Twitter, Facebook, Orkut ou qualquer outra rede/mídia digital que seja!

O máximo que pode ter acontecido é a facilidade que uma ferramenta dessas proporcionou para um atendimento.
Apenas para relembrar:

O comércio por si só é o ato de vender, comprar ou trocar.

Certo?

Quando falamos de comércio eletrônico, é um tipo de transação feita especialmente por um equipamento eletrônico, como um computador, e a internet se torna o veículo.
O crescimento de 40% em 2010 em relação a 2009, conquistando 23 milhões de e-consumidores, e com a expectativa de crescer 30% de 2010 para 2011, prova que esta modalidade da nova economia já não é mais futuro! É PASSADO!

Tivemos como ranking, em 2010, as seguintes categorias:
1º – Eletrodomésticos (14%)
2º – Livros, Assinaturas de Revistas e Jornais (12%)
3º – Saúde, Beleza e Medicamentos (12%)
4º – Informática (11%)
5º – Eletrônicos (7%)
Fonte: ebit

Falando agora com o foco no mercado imobiliário nacional, confesso que um dia irei enxergar uma categoria “Imóveis”, mas isso ainda esta um pouco distante de acontecer.
São diversos os fatores que impedem deste “sonho” ser realizado por agora. Ainda estamos estruturando toda a parte de Certidões Online, Certificados Digitais, pagamentos online, etc..

A Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (www.camara-e.net) vem desenvolvendo um papel importantíssimo para que isso um dia se concretize.Na verdade, vai muito mais além de uma decisão do departamento comercial e/ou marketing. Precisa do envolvimento de diversos outros departamentos e setores, como financeiro, jurídico, cartórios, colégios notariais e bancos.

Uma coisa é fato: Vender um apartamento pela internet não é tão fácil assim como noticiam.
Precisa de uma sinergia de diversos setores.

É uma corrida sem nexo para dizer quem fez primeiro!

Me lembra a história da pata e da galinha. Conhece?
Vou contá-la:

“A pata põe um ovo enorme, mais saboroso e, de acordo com estudos científicos, mais nutritivos que os da galinha, mas não faz propaganda! Fica calada e ninguém sabe de nada. Já a galinha põe um ovo duas vezes menor que o da pata, mas sabe se comunicar muito bem. Cacareja e faz tanta zoada, tanta presepada, que todo mundo fica logo sabendo que ela pôs mais um ovo.”

Se falarmos com o foco em marketing, estão todos na mesma disputa! Sempre procurando “marketizar” suas conquistas.Mas sabemos que o volume de instrução, conhecimento e informação das pessoas, hoje, é altíssimo e não se deixam enganar nem se levar por isso.

O caminho não é por aí! O que temos hoje em dia, não é venda online de empreendimentos, o que ocorre é que a internet passou a ser um importante veículo no processo decisório além de ser um grande “hub” de informações, com o objetivo de tirar dúvidas, de ver imagens, perspectivas e diversas outras ferramentas.

É o início do encantamento!

A internet passou a ser o grande diferencial das incorporadoras, construtoras e imobiliárias, pois são nos sites que as pessoas fazem suas pesquisas na hora que quiserem, sem ter a interferência de ninguém.Estes sites estão cada dia se superando em ferramentas que proporcionam uma interatividade com o usuário, canais de comunicação direta, mapas e visualizações em tempo real.

Entendo que estão todos em busca deste objetivo que é totalmente possível, mas ainda ninguém comprou ou vendeu um imóvel pela internet!Onde eu imprimo o boleto ou informo os dados do meu cartão para comprar? Se souber me avise!

Abraços,

Gustavo Zobaran
@gustavozobaran

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  • Maria Laura

    Excelente o tema abordado!
    Me fez pensar muito….

    Parabéns!

  • Tiago Lira Vieira

    Dica importante. Além de toda parte burocrático deste tipo de negócio, como foi bem exposto pelo artigo, é preciso que haja uma sinergia entre diversos órgãos, estabelecimentos e sistemas informacionais.

    Além de que comprar uma casa não é a mesma coisa de se comprar uma bicicleta pela internet. O risco é muito maior de se levar gato por lebre.

    Pelo volume do investimento é indispensável que se feche o negócio "in loco" e de preferência após várias visitas em horários diferentes. Com o acompanhamento de um pedreiro especializado de confiança para avaliar a condição do imóvel.

    Parabéns pelo artigo.

  • Maria Fernanda

    Venda X Pagamento. Aliás, vendedor é o cara que convence o comprador. O pagamento nem é com ele. é feito no caixa. Nesse caso, quem vende? O Vendedor ou o operador de caixa?

    • Tiago Lira Vieira

      Boa pergunta Nanda, segue a minha opinião.

      Tanto o vendedor como o operador de caixa são facilitadores do processo de venda. Os dois são importantes e têm cada um o momento exato de atuação. Mas não representamo início e nem o fim da ação em si.

      Penso que o processo de venda se inicia com a elaboração do plano de MKT. Antes mesmo de se abrir o próprio negócio ou de terceiros. Planejar como vamos vender nosso produto/serviço, é o início do processo de vendas. Então aqui, temos uma nova perspectiva sobre as vendas. Elas não começam no momento da compra e logicamente também não terminam no fechamento e pagamento do pedido do cliente.

      A relação de vendas tem que se estender por toda a vida do cliente, quando a gente trata de fidelização é exatamento isso. É nunca encerrar o vinculo de compra entre cliente e empresa.

      Do ponto de vista da gestão é importante que a imagem da empresa seja fortalecida na venda. Ai podemos discutir o perfil adequado de vendedores e operadores de caixa que já seria outro tema importante nesse contexto.

      Continua…